segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ronald Queiroz em CAPÍTULOS

Doravante irei postar neste blog do Paraíba Solidária uma série de artigos sobre Ronald Queiroz Fernandes, numa singela forma de trazer sempre a tona a necessidade de nos inspirarmos nas idéias deste que foi um das mais respeitáveis filhos da nossa querida Paraíba.
São textos que compõe a obra TRIBUTO AO CAVALEIRO DA SOLIDARIEDADE, lançado em agosto de 2008.
Como primeira postagem coloco o texto de Walter Santos, multimídia, empresário já bem sucedido, presidente do grupo WSCOM, e que foi a primeira pessoa que ao receber meu convite para tratar pontualmente sobre nosso amigo comum.
Com vocês e para todos nós, WALTER SANTOS.

Guia da transformação e da solidariedade
Walter Santos*
O mundo permite a existência de processos e condutas formando historias continuadas diante da imprescindível necessidade de valorização do ser – homem ou mulher, quando se presta a doar a essência de sua vida à solidariedade universal, mesmo que a partir da mais tenra aldeia.
Ronald Queiroz traduz a figura presente na elaboração desse mito humano tomado de desejos e lutas pela igualdade humana, razão e causa rara de se efetivar onde o capital se impõe sobre o trabalho sem outra alternativa ideológica e/ou de sobrevivência coletiva.
A sua inquietude intelectual tem formação forjada na educação e na escolha das leituras e das personalidades que os transformará de algum tempo em diante em luzes bumerangues, as mesmas capazes de nutrir e receber energia à base do conhecimento e da opção por uma vida solidária, sobretudo na direção dos mais sofridos, dos menos dotados de condição.
Homem de primeiros passos sob o sol causticante do sertão, absorvido de idéias de lutas transformadoras, foram os ideais revolucionários a tomar a consciência e peito de Ronald que o levaram à linha de frente das liberdades democráticas, da construção de uma sociedade humanizada com distribuição melhor dos bens sociais para existir-se enfim frente a um novo modelo de vida, ainda hoje não alcançado.
Impressiona, mas foi a contradição comum no também acadêmico – religioso por adoção a Deus e revolucionário à base socialista – que serviu para adensar no pensador do Nordeste, também sempre o foi, em mergulho denso na busca de construir com outros revolucionários um caminho diferente para nossa região e gente.
Vem desse conceito absorvido, desse jeito construído por opção, que Ronald ora se via cúmplice e orientador de gente extraordinária como Celso Furtado, Antonio Mariz, dom Hélder e dom José Maria Pires – a exemplo de outros, mas agora representados nesse quarteto de gente de força inigualável.
Conheço Ronald de muito tempo, até porque as leituras e encontros nos movimentos ajudavam neste sentido, quando a ambição de gerar novo modelo de vida para o Nordeste seguida de frustração pela interrupção do Brasil, à visão de Celso, transformou tudo à frente em luta contínua pela reconquista da democracia plena neste encantador pais.
Só que dos olhos de Ronald não se enxergavam outra coisa senão a inquietação, a rebeldia e a cumplicidade, fosse como fosse, para encurtar a distância entre pobres e ricos, gerando - como sempre quis - uma vida mais decente para a grande escala de paraibanos, nordestinos e brasileiros atolados na miséria.
Desse conjunto de valores e lutas, eis que se mantém até hoje no inconsciente coletivo a figura altaneira de um cidadão intelectual exemplar, fora e dentro do poder.
Lembro, como testemunha e cúmplice, da forma com que dialogou com o imortal e ético governador Antonio Mariz na construção de um modelo ambicioso de governo à base radical da solidariedade, capaz de criar formas de matar a fome dos tantos ainda fora do jogo social, como a querer renovar aos quatro cantos que as grandes políticas seriam voltadas para os mais necessitados sem desprezar o compromisso de instruir a formulação da economia solidária voltada à auto-sustentabilidade.
Muito antes de Lula, Mariz e Ronald já pensavam em sustar a fome de nossa gente.
Relembro: Ronald, Mariz e os poucos nove meses do Governo da Solidariedade vitaminados pela inquietude de Mauro Nunes formaram um tempo, infelizmente tênue com a morte do companheiro de Mabel, mas bem fundamental enquanto ideologia na busca de transformar relações, que resistiram ao modo de encarar a vida e o dinheiro público.
Conceitos como os de agora bem que tentaram modificar a função da Casa Civil, muito afeita ao assistencialismo, num novo padrão de missão e forma de relacionamento com a classe política e a sociedade como um todo afugentando do palácio o peditório então transferido para quem de direito, em tese, a Secretaria de Assistência Social.
São flagrantes como os de agora que sintetizam, em retrato três por quatro, a historia/silhueta consolidada em Ronald Queiroz – um homem bom, culto e imprescindível para o avanço social que tanto buscamos.
Sem homens como ele, nunca que o mundo modificará praticas, objetivos e a melhoria ambicionada em favor do ser humano na Terra.
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*Jornalista, diretor-presidente da revista Nordeste

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Desenvolvimento Sustentável em Empresas

Jaqueline B. N. Poole(*)

Introdução

Hoje, um dos grande segmentos de mercado ainda pouco explorado é o de consultoria para empresas de médio e pequeno porte no Brasil. Somando-se a isso o fato de que o próprio mercado interno brasileiro tem se tornado bastante competitivo nos últimos anos, o que tem levado essas empresas a entenderem e aplicarem o conceito de sustentabilidade no seu negócio.
Desenvolvimento Sustentável
Normalmente a pergunta que se faz é: “O que minha empresa ganha com essa consultoria? “ Para se entender essa questão se faz necessário primeiramente entender o que é Desenvolvimento Sustentável/Sustentabilidade.
O conceito mais amplamento aceito de Desenvolvimento Sustentável é: “satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. Como forças fundamentais na sociedade, as organizações de todos os tipos têm um papel importante a desempenhar em seu alcance.
Entretanto, nesta era de crescimento econômico sem precedentes, atingir tal objetivo pode parecer mais uma aspiração do que uma realidade. À medida que as economias se tornam cada vez mais globalizadas, surgem oportunidades nunca vistas para gerar prosperidade e qualidade de vida, por meio do compartilhamento do conhecimento e do acesso à tecnologia. A questão é que essas oportunidades nem sempre estão disponíveis para uma população que não pára de crescer e são acompanhadas de novos riscos à estabilidade do meio ambiente. As estatísticas que demonstram melhoria na condição de vida de muitas pessoas em todo o mundo têm como contrapartida informações alarmantes sobre o estado do meio ambiente e o permanente ônus da miséria e da fome de milhões de pessoas.
Um dos principais desafios do desenvolvimento sustentável é a exigência de escolhas inovadoras e novas formas de pensar. Se, por um lado, o desenvolvimento de conhecimento e de tecnologia contribui para o crescimento econômico, por outro, também pode contribuir para solucionar os riscos e danos que esse crescimento traz à sustentabilidade de nossas relações sociais e do meio ambiente. Novos conhecimentos e inovações em tecnologia, em gestão e em políticas públicas cada vez mais desafiam as organizações a fazer novas escolhas em relação ao impacto de suas operações, produtos, serviços e atividades sobre as economias, as pessoas e o planeta.
A urgência e a magnitude dos riscos e dos danos para a nossa sustentabilidade e a grande disponibilidade de opções e oportunidades tornarão a transparência sobre os impactos econômicos, ambientais e sociais, componente fundamental para que haja eficácia nas relações com os stakeholders (partes interessadas), nas decisões sobre investimento e em outras relações de mercado. Para dar suporte a essa expectativa e para comunicar de forma clara e transparente o que se refira à sustentabilidade, é necessário compartilhar globalmente uma estrutura de conceitos, uma linguagem coerente e uma métrica.
As empresas e o desenvolvimento sustentável
Em matéria do jornal O GLOBO sobre desenvolvimento e marketing sustentável alerta para o fato de que o comércio justo incorporado à responsabilidade ambiental tem um apelo muito grande junto ao mercado externo, e as empresas nacionais precisam estar cientes destas necessidades para agregarem valor aos seus produtos, criando uma cadeia de processos ambientalmente mais corretos, socialmente mais justos e financeiramente mais rentáveis.
Além do aspecto econômico e ambiental, a sustentabilidade completa seu sentido com os aspecto social; uma empresa para ser considerada sustentável precisa cuidar desses três aspectos: o econômico, o social e o ambiental.
Entre as ações a serem adotadas por empresas para que sejam vistas como sustentáveis podemos citar: adoção de medidas internas que minimizem seus resíduos e consequente danos ao meio ambiente, adoção de medidas de conservação de energia ( economia de luz, de água, por exemplo), entre outras; adoção de medidas socio-ambientaiss ligadas a seus funcionários como treinamento sobre a questões ambientais, oportunidades ofertadas de cursos de reciclagem, adoção/doação/parceria em comunidades em regiões carentes, etc.
A Finalidade de um Relatório de Sustentabilidade
Elaborar relatórios de sustentabilidade é a prática de medir, divulgar e prestar contas para stakeholders ( atores) internos e externos do desempenho organizacional visando ao desenvolvimento sustentável. “Relatório de sustentabilidade” é um termo amplo considerado sinônimo de outros relatórios cujo objetivo é descrever os impactos econômicos, ambientais e sociais (tripple bottom line) de uma organização, como o relatório de responsabilidade social empresarial, o balanço social etc.
Esse tipo de documento deve oferecer uma descrição equilibrada e sensata do desempenho de sustentabilidade da organização relatora, incluindo informações tanto positivas como negativas. Um relatório de sustentabilidade baseado nas Diretrizes da GRI ( Global Reporting Initiative) divulga os resultados obtidos dentro do período relatado, no contexto dos compromissos, da estratégia e da forma de gestão da organização. Entre outros propósitos, pode ser usado como:
• Padrão de referência (benchmarking) e avaliação do desempenho de sustentabilidade com respeitoa leis, normas, códigos, padrões de desempenho e iniciativas voluntárias;
• Demonstração de como a organização influencia e é influenciada por expectativas de desenvolvimento sustentável;
• Comparação de desempenho dentro da organização e entre organizações diferentes ao longo do tempo.
Nosso Foco
Nosso foco são as empresas de porte médio do Nordeste que desejam ser vistas como sustentáveis.
Podemos aplicar uma metodologia que basicamente envolve 4 fases:
1. Preparação do “Real Time Solution Case”: a Poole Consulting e a empresa elaboram uma descrição detalhada do problema a ser resolvido.
2. Fase da Solução: pode atuar de acordo com o tipo/perfil da empresa podendo, por exemplo, dividir os profissionais da empresa em grupos durante esta fase para atuarem na criação de soluções para o problema levantado; pode convidar especialistas externos para palestrarem sobre temas relativos ao caso, apresentando seminários, minicursos, oficinas, etc . Os horários/grupos de trabalho podem ser escolhidos de acordo com a conveniência de cada empresa.
3. Apresentação das soluções: ao final da fase de solução, a Poole Consulting apresenta relatório com resultados e indicações pertinentes, ficando à disposição para impletação de medidas caso seja solicitado.
4. Implementação das soluções: A implementação é mais fácil porque as idéias foram desenvolvidas e o problema entendido.
Referência:
Diretrizes para Relatório de Sustentabilidade – Global Report Initiative – 2006/2009
Plano de Produção e Consumo Sustentáveis – Ministério do Meio Ambiente - 2010
Portal Exame – economia/meio ambiente (http://exame.abril.com.br/ )

(*) Especialista em Energia, Meio Ambiente e Sustentabilidade
IPS –Instituto Paraíba Solidária
Centro de Estudos e Pesquisas “Ronald Queiroz”