Doravante irei postar neste blog do Paraíba Solidária uma série de artigos sobre Ronald Queiroz Fernandes, numa singela forma de trazer sempre a tona a necessidade de nos inspirarmos nas idéias deste que foi um das mais respeitáveis filhos da nossa querida Paraíba.
São textos que compõe a obra TRIBUTO AO CAVALEIRO DA SOLIDARIEDADE, lançado em agosto de 2008.
Como primeira postagem coloco o texto de Walter Santos, multimídia, empresário já bem sucedido, presidente do grupo WSCOM, e que foi a primeira pessoa que ao receber meu convite para tratar pontualmente sobre nosso amigo comum.
Com vocês e para todos nós, WALTER SANTOS.
Guia da transformação e da solidariedade
Walter Santos*
O mundo permite a existência de processos e condutas formando historias continuadas diante da imprescindível necessidade de valorização do ser – homem ou mulher, quando se presta a doar a essência de sua vida à solidariedade universal, mesmo que a partir da mais tenra aldeia.
Ronald Queiroz traduz a figura presente na elaboração desse mito humano tomado de desejos e lutas pela igualdade humana, razão e causa rara de se efetivar onde o capital se impõe sobre o trabalho sem outra alternativa ideológica e/ou de sobrevivência coletiva.
A sua inquietude intelectual tem formação forjada na educação e na escolha das leituras e das personalidades que os transformará de algum tempo em diante em luzes bumerangues, as mesmas capazes de nutrir e receber energia à base do conhecimento e da opção por uma vida solidária, sobretudo na direção dos mais sofridos, dos menos dotados de condição.
Homem de primeiros passos sob o sol causticante do sertão, absorvido de idéias de lutas transformadoras, foram os ideais revolucionários a tomar a consciência e peito de Ronald que o levaram à linha de frente das liberdades democráticas, da construção de uma sociedade humanizada com distribuição melhor dos bens sociais para existir-se enfim frente a um novo modelo de vida, ainda hoje não alcançado.
Impressiona, mas foi a contradição comum no também acadêmico – religioso por adoção a Deus e revolucionário à base socialista – que serviu para adensar no pensador do Nordeste, também sempre o foi, em mergulho denso na busca de construir com outros revolucionários um caminho diferente para nossa região e gente.
Vem desse conceito absorvido, desse jeito construído por opção, que Ronald ora se via cúmplice e orientador de gente extraordinária como Celso Furtado, Antonio Mariz, dom Hélder e dom José Maria Pires – a exemplo de outros, mas agora representados nesse quarteto de gente de força inigualável.
Conheço Ronald de muito tempo, até porque as leituras e encontros nos movimentos ajudavam neste sentido, quando a ambição de gerar novo modelo de vida para o Nordeste seguida de frustração pela interrupção do Brasil, à visão de Celso, transformou tudo à frente em luta contínua pela reconquista da democracia plena neste encantador pais.
Só que dos olhos de Ronald não se enxergavam outra coisa senão a inquietação, a rebeldia e a cumplicidade, fosse como fosse, para encurtar a distância entre pobres e ricos, gerando - como sempre quis - uma vida mais decente para a grande escala de paraibanos, nordestinos e brasileiros atolados na miséria.
Desse conjunto de valores e lutas, eis que se mantém até hoje no inconsciente coletivo a figura altaneira de um cidadão intelectual exemplar, fora e dentro do poder.
Lembro, como testemunha e cúmplice, da forma com que dialogou com o imortal e ético governador Antonio Mariz na construção de um modelo ambicioso de governo à base radical da solidariedade, capaz de criar formas de matar a fome dos tantos ainda fora do jogo social, como a querer renovar aos quatro cantos que as grandes políticas seriam voltadas para os mais necessitados sem desprezar o compromisso de instruir a formulação da economia solidária voltada à auto-sustentabilidade.
Muito antes de Lula, Mariz e Ronald já pensavam em sustar a fome de nossa gente.
Relembro: Ronald, Mariz e os poucos nove meses do Governo da Solidariedade vitaminados pela inquietude de Mauro Nunes formaram um tempo, infelizmente tênue com a morte do companheiro de Mabel, mas bem fundamental enquanto ideologia na busca de transformar relações, que resistiram ao modo de encarar a vida e o dinheiro público.
Conceitos como os de agora bem que tentaram modificar a função da Casa Civil, muito afeita ao assistencialismo, num novo padrão de missão e forma de relacionamento com a classe política e a sociedade como um todo afugentando do palácio o peditório então transferido para quem de direito, em tese, a Secretaria de Assistência Social.
São flagrantes como os de agora que sintetizam, em retrato três por quatro, a historia/silhueta consolidada em Ronald Queiroz – um homem bom, culto e imprescindível para o avanço social que tanto buscamos.
Sem homens como ele, nunca que o mundo modificará praticas, objetivos e a melhoria ambicionada em favor do ser humano na Terra.
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*Jornalista, diretor-presidente da revista Nordeste
Sabias palavras neste texto libertador de Walter Santos
ResponderExcluirAcreto que o Ronald estaria ou está feliz em relação ao desastre que se tornou a Venezuela, hoje em fevereiro de 2018, depois de implantada a revolução socialista de Lula, hugo chaves e maduro, também do dom Helder.
ResponderExcluirMortes por milicias armadas pelo governo narcotraficante e 4 milhoes de pessoas migraram para outros países fugindo da fome e da violência imposta por esse magnífico regime revolucionário e genocida.
Ficou uma bosta mesmo.
Vamos melhorar o capitalismo e não apoiar essa escoria comunista.