Como texto inaugural deste blog, que pretendo única e exclusivamente poder repassar a idéia mestre da linha de atuação do INSTITUTO PARAÍBA SOLIDÁRIA, colocamos a disposição dos internautas de forma gradativa, como se deu o nascedouro do IPS, e para tanto, não tenho e nem quero me desviar da inspiração maior que foi a figura e o legado de Ronald Queiroz Fernandes.
Em nossa singela homenagem que fizemos ao grande paraibano, Ronald Queiroz, morto em 2006, lançando uma pequena biografia intitulada, TRIBUTO AO CAVALEIRO DA SOLIDARIEDADE, na realidade foi apenas a organização de artigos escritos por alguns das inúmeras pessoas que, assim como eu – um novo cristão de sua turma, admirador de suas idéias, conviveu e ou trabalharam com o mestre Ronald, explicitávamos da necessidade de resgatarmos na íntegra, o pensamento de Ronald, cuja inspiração se pautava na obra de Celso Furtado, aliás, nunca vi tamanho sincronismo como também similaridade em posturas.
Ontem, dia 21 de agosto, o CANAL BRASIL nos abrilhantou com a exibição do vídeo bibliográfico sobre CELSO FURTADO, O LONGO AMANHECER, do diretor José Mariani, que inclusive ganhou uma menção honrosa no festival É Tudo Verdade de 2007.
No momento em que se avizinham as eleições do corrente ano, percebemos o quão de orfandade de pessoas brilhantes a Paraíba se recente.
Assim como Ronald, Celso também era Advogado de formação e se bandearam para as trilhas do pensamento econômico.
A obra traz um balanço da vida do economista paraibano, morto em 2004, aos 84 anos. Assim como Ronald, Celso também não tinha o reconhecimento explicito dos paraibanos, em particular, dos políticos militantes, prova tamanha encontramos a avaliação da obra do economista, sintetizada em de entrevistas com intelectuais de renome como Francisco de Oliveira, João Manuel Cardoso de Mello, Antônio Barros de Castro, Hélio Jaguaribe e outros, que nesse particular ouso fazer uma modesta crítica ao nobre diretor José Mariani em não ter inserido nesse contexto de entrevistas a fala do nosso Ronald Queiroz um dos mais expressivos interpretes da obra de Celso Furtado.
Mas o mais importante foi a iniciativa de Mariani, em fazendo esse destaque, enobrece mais ainda o legado de Celso Furtado, coisa que a princípio entendo muito apropriado que busquemos nele, inspiração para provocarmos posturas mais inovadoras por parte dos políticos brasileiros.
Assim como Celso, Ronald não visualizava solução aos graves problemas brasileiros, com destaque para o Nordeste sem que não fosse precedida de uma reforma de base.
O estado da Paraíba, foco maior e único da existência do IPS, mesmo em situação lastimável no Ranking Nacional – terceiro estado mais pobre da união, segundo dados do IPEA, de há muito poderia já estar galgando outros espaços, quer no foco das potencialidades regionais, também poderia se valer dessa gama imensurável de idéias dessas duas figuras ilustres a sustentação.
A Paraíba precisa pensar grande, os paraibanos precisam se reconhecer dignos de um futuro melhor.
Deixo aqui meu comentário simples. franco e direto sobre a Paraíba e o IPS ( Instituto Paraíba solidária)... a Paraíba realmente precisa pensar grande, adiante para não continuar no atraso pelo qual sentimos tantas dificuldades para sair. Pessoas grandes como Ronald Queiroz, Celso Furtado e tantos outros paraibanos que saíram pelo mundo carregando essa "paraibaneidade" que faz parte de nossa essência.
ResponderExcluirVivemos uma fase de pensar o mundo como um todo, e qual o papel de cada um de nós nessa grande jornada que é a vida no planeta terra. Precisamos nos unirmos todos pela construção de uma Paraíba forte, justa e unida, pois mais adiante estaremos todos diante de um mundo cada vez mais rico e rápido na informação, necessitado de gente que respeita o meio ambiente, que consegue enxergar que não avançaremos se continuarmos desigual e por isso desumano, por que assim será insustentável no mundo onde o equilíbrio consiste na busca da sustentabilidade. Avante Paraíba. Só uma diáspora poderá nos fazer enxergar tudo isso.
Simples assim.
ResponderExcluirPersonagens históricos e pouco conhecidos. Belo texto.
ResponderExcluirAbração.